Gastronomia

Vinho Rosé

Postado em: 08.11.2013

Com um mercado formado na sua grande maioria por vinhos tintos e o restante sendo dividido entre todas as outras categorias, o Vinho Rosé tem uma fatia realmente muito pequena. Se colocar em um gráfico de consumo, ele não vai nem aparecer, de tão pouco que se bebe por aqui.

E parte desse baixo consumo se deve a um pouco de preconceito, pois ainda é comum ouvir por aí que “vinho rosé é feito com vinho tinto misturado com vinho branco” ou “vinho rosé é um vinho mais simples”

O que podemos contar aqui, é que essas duas afirmações não são verdadeiras (para nossa felicidade, é claro). Para começar, é preciso entender: Vinho Rosé é Vinho Rosé. Não tem mistura com vinho branco para que ele fique clarinho. Todo Vinho Rosé é feito com uvas tintas. O que dá a cor ao vinho é o tempo que ele fica em contato com a casca. No caso dos tintos, elas ficam por semanas (e até meses, se quiserem) dentro dos tanques fermentando. Já para os rosés, esse tempo é reduzido a horas e no máximo dias.

Agora sobre a qualidade, também não é certo falar que os Vinhos Rosés são mais simples e acredito que isso venha por conta de sua cor, principalmente proferido por aqueles que pensam que “vinho bom é aquele que tinge os dentes”. O Rosé é um vinho delicado, leve e fresco e a intenção do produtor é essa mesma. Ou seja, ele quis um vinho mais leve e não foi falta de potência que originou essa característica.

Principalmente no calor, o Rosé é uma ótima opção exatamente pelo seu frescor e por ser bebido mais frio (na mesma temperatura dos brancos, em torno dos 7 ou 8 graus). É possível encontrar bons Vinhos Rosés de diversas nacionalidades, até brasileiros. Os mais famosos são da França, da região da Provence.

Experimente provar um bom Vinho Rosé em um final de tarde, acompanhado de alguns aperitivos leves também e veja se não é uma excelente pedida.

Saúde.

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