Gastronomia

Postado em: 22.08.2013

Hoje vamos falar de mais um mito do vinho, agora sobre gosto e qualidade. Se você é daqueles que gosta de vinho doce, daqueles de mesa, ou se compra vinhos mais baratos e tem dúvida sobre a qualidade deles, provavelmente já escutou essa frase, principalmente vinda de um “expert”: “Vinho bom é o vinho que você gosta”.

Isso não é verdade e provavelmente seu amigo está falando isso só para te agradar. A qualidade de um vinho pode sim ser atestada e aferida com critérios técnicos, que em geral é feito através de degustações às cegas (sem saber qual é o rótulo degustado) por especialistas ou até mesmo por análises químicas, essas para se verificar a qualidade do composto, o que nem sempre reflete qualidade olfativa e gustativa.

Ou seja, existe vinho bom e vinho ruim. O que acontece é que você pode gostar de um vinho que não é tão bom qualitativamente. E tudo bem, afinal de contas estamos falando de gosto pessoal (e eu não estou falando isso só para manter a amizade).

Em geral isso se passa com as pessoas que estão começando a beber vinho e começam pelos mais baratos. Enquanto a sua gama de conhecimento de sabores, aromas e complexidade dos vinhos é menor, você pode perceber algo interessante em um vinho que não tem tanta qualidade. Mas isso não quer dizer que ele seja bom.

Caso você queira se aprofundar no mundo dos vinhos, o legal mesmo é ir provando e entendendo o que tem de bom (e de ruim) em cada vinho e ir anotando. Você vai criando um padrão pessoal e depois pode ir confrontando com os padrões dos especialistas. Aí sim tirar suas próprias conclusões, mas sempre sabendo que a qualidade, na maioria das vezes, é incontestável.

Daniel Perches é publicitário e blogueiro de vinhos. Seu blog é www.vinhosdecorte.com.br

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